Aos sete anos, Luiz Barsi engraxava sapatos na frente da Bolsa de Valores de São Paulo para ajudar a família. Hoje, aos 86 anos, ele acorda todo dia e recebe, em média, mais de R$ 1 milhão em dividendos — sem precisar trabalhar, vender uma única ação ou acompanhar o Ibovespa.
É o maior investidor pessoa física da B3. Tem um patrimônio estimado em R$ 4 bilhões inteiramente em ações. E construiu tudo isso com uma estratégia que cabe em três palavras: comprar, reinvestir e esperar.
Neste artigo, você vai conhecer as posições que compõem sua carteira, a filosofia por trás de cada escolha e os princípios que qualquer investidor — com qualquer valor disponível — pode aplicar desde hoje.
Quem é Luiz Barsi?
Luiz Barsi Filho nasceu em 1939, filho de imigrantes — mãe espanhola, pai italiano — no bairro do Brás, em São Paulo. Perdeu o pai com apenas um ano de idade. Aos sete, já trabalhava. Aos 14, estava dentro de uma corretora aprendendo a funcionar o mercado.
Formou-se em direito e economia, mas foi a bolsa de valores que se tornou sua vocação e seu meio de vida. Na década de 1970, desenvolveu o método que chamou de AGF — Ações Garantem o Futuro: uma estratégia estruturada de acumulação de patrimônio através de ações de empresas pagadoras de dividendos, com foco em setores previsíveis, reinvestimento constante dos proventos e horizonte de tempo de décadas — não de meses.
Em 2021, relatou que seus investimentos lhe rendiam, em média, R$ 1 milhão por dia em dividendos. Apesar disso, continua levando uma vida discreta: mora no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, e vai ao escritório de sua corretora no centro da cidade — muitas vezes de metrô.
Dois de seus cinco filhos seguiram o caminho do mercado financeiro. Luiz Barsi Neto é assessor de investimentos. Louise Barsi fundou a empresa Ações Garantem o Futuro (AGF), que difunde a metodologia do pai e se tornou uma das vozes mais seguidas de educação financeira no Brasil.

A carteira do Luiz Barsi: o que está no portfólio
Barsi não é obrigado a divulgar publicamente todas as suas posições — diferente de gestores de fundos que precisam declarar à CVM. O que existe é um rastro de disclosures voluntários ao longo de décadas de entrevistas, eventos como o AGF Day e declarações públicas à imprensa.
Com base nessas fontes e em estudos realizados por casas de análise como XP Investimentos e Nord Research, a carteira base de Barsi é formada por:
Unipar Carbocloro (UNIP6) A maior posição da carteira — estimada em aproximadamente 40% do portfólio. Barsi comprou as primeiras ações por R$ 0,25 na época em que a empresa enfrentava dificuldades sérias. Hoje, é acionista com participação de 13,9% no capital da companhia, segundo o site de Relações com Investidores da Unipar. Chegou ao segundo bilhão de reais em grande parte graças a essa posição. A Unipar atua no setor de química básica, produzindo cloro e soda cáustica.
Banco do Brasil (BBAS3) Uma das posições mais antigas da carteira — Barsi completou 51 anos como acionista do banco em 2023. Um dos maiores bancos da América Latina, controlado pelo governo federal, com histórico consistente de pagamento de dividendos. Barsi já afirmou que, mesmo em períodos difíceis, o banco permanece como posição cativa da sua carteira: “O Banco do Brasil é um papel que pode ser comprado.”
Isa Cteep / Transmissão Paulista (TRPL4) Empresa de transmissão de energia elétrica que atende 17 estados brasileiros. Setor regulado, com receita previsível e distribuição regular de dividendos — exatamente o perfil que Barsi busca ao analisar uma empresa.
Cemig (CMIG4) Companhia Energética de Minas Gerais, estatal do setor elétrico. Posição mantida por décadas, com valorização histórica de 214% em cinco anos segundo estudo do Clube do Valor. Energia elétrica é um dos setores favoritos de Barsi pela previsibilidade da demanda.
Klabin (KLBN11) Maior produtora e exportadora de papéis para embalagem do Brasil. Barsi vê na empresa uma combinação de gestão de qualidade, demanda estrutural crescente e distribuição de proventos. Há referências também à ação preferencial (KLBN4) como posição de Barsi.
Suzano (SUZB3) Maior produtora de celulose do mundo. Outra empresa de papel e celulose na carteira, setor com forte presença de exportações e demanda global.
Taesa (TAEE11) Empresa de transmissão de energia. Faz par com a ISA Cteep dentro do setor elétrico, reforçando a aposta de Barsi em infraestrutura de energia como geradora de renda previsível.
Taurus Armas (TASA4) Uma das posições mais polêmicas da carteira. Barsi é acionista desde os tempos em que a empresa ainda se chamava Forjas Taurus. Visitou a fábrica pessoalmente antes de comprar. Defende a empresa pelo avanço tecnológico de sua produção e pela exposição ao mercado internacional de exportação de armas.
Auren Energia (AURE3) Adicionada mais recentemente à carteira após a venda das ações da AES Brasil, que foi adquirida pela Auren. Barsi já vinha acompanhando a empresa antes da operação.
Banrisul (BRSR6) e Santander (SANB11) Posições bancárias complementares ao Banco do Brasil, mencionadas em entrevistas recentes como parte do portfólio.
Outras posições mencionadas publicamente: IRB Brasil (IRBR3), Paranapanema (PMAM3), Eternit (ETER3), Cosan (CSAN3), Vibra Energia (VBBR3) e Banco Mercantil (BMEB3) já foram citadas como posições de Barsi em diferentes momentos.
Uma nota importante sobre como interpretar esta lista: Barsi não divulga sua carteira completa e atualizada em tempo real. As posições listadas acima são baseadas em divulgações voluntárias ao longo do tempo — algumas antigas, outras recentes. Posições podem ter sido ampliadas, reduzidas ou encerradas sem divulgação pública. Este artigo é de caráter informativo e educacional, não constitui recomendação de compra ou venda de nenhum ativo.
O método AGF: a filosofia por trás das escolhas
Conhecer as ações da carteira de Barsi sem entender a lógica que as une é como saber quais ingredientes tem uma receita sem saber cozinhar. O método AGF tem uma estrutura clara, que Barsi repete em palavras ligeiramente diferentes há mais de 50 anos.
1. Você não compra uma ação — você compra um projeto
“Não se compra uma ação simplesmente. O que a gente compra são projetos.”
Barsi analisa a empresa antes de olhar para o preço da ação. Quer saber: a empresa vende produtos ou serviços que serão consumidos por muito tempo? As regras societárias são bem definidas? A gestão é competente? Os resultados são consistentes e crescentes? O dividendo é pago regularmente?
Se a resposta for sim para todas essas perguntas, o preço da ação entra no cálculo — não como o critério principal, mas como o momento de entrada.
2. O dividendo importa mais do que o patrimônio
“Patrimônio não te alimenta. O que te alimenta é o dividendo, a renda que esse patrimônio gera. O meu DNA é dividendo.”
Esta é a ideia central de toda a filosofia de Barsi. A maioria dos investidores avalia seu sucesso pelo quanto o preço da ação subiu. Barsi avalia pelo quanto os dividendos cresceram. Quando uma ação cai, ele não entra em pânico — ele analisa se o dividendo foi mantido. Se sim, para ele, a ação ficou mais barata e a oportunidade de comprar mais ficou maior.
3. Os dividendos se ganham pela quantidade de ações, não pelo valor investido
“O mercado me ensinou que o dividendo você ganha em função da quantidade de ações possuídas, não do valor aplicado.”
Esta distinção parece técnica, mas tem implicações práticas profundas. Se uma ação cai de R$ 10 para R$ 8, o investidor comum acha que perdeu dinheiro. Barsi pensa diferente: se a empresa paga R$ 1 de dividendo por ação e você tem 1.000 ações, você recebe R$ 1.000 independente de a cotação estar em R$ 10 ou R$ 8. A queda da cotação é irrelevante — o que importa é que você pode comprar mais ações ao preço mais baixo e aumentar a quantidade de dividendos futuros que receberá.
4. Nunca vender
“Não quero ser sócio minoritário, mas um pequeno dono. O dono não vende as ações dele. Por que eu vou vender?”
Barsi raramente vende. Quando vende, é por circunstâncias que fogem ao seu controle — como quando a Cielo foi retirada da bolsa após ser comprada integralmente pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco, ou quando a AES Brasil foi adquirida pela Auren. Manter a ação por décadas é o que permite que os dividendos acumulados sejam reinvestidos e comprem mais ações, que por sua vez pagam mais dividendos, num ciclo que ele chama de “os dividendos dos dividendos”.
5. Comprar mais nas crises
“Ninguém torce por tragédias, mas elas acontecem. Quem estiver preparado, pode ganhar com isso.”
Quando a bolsa cai — por pandemia, por crise política, por recessão — Barsi compra. Não porque seja temerário, mas porque sua lógica de dividendos se beneficia de preços mais baixos: a mesma quantidade de dinheiro compra mais ações, o que significa mais dividendos futuros. Em 2021, quando a bolsa sofreu com os impactos da Covid-19, Barsi aumentou posições em empresas que já tinha.
6. Uma carteira de 12 a 13 empresas cativas
“Eu pensei que, se eu queria ter uma carteira de renda mensal com ações que pagassem dividendos anuais, eu teria que ter 12 empresas na carteira.”
Barsi não diversifica de forma excessiva. Prefere conhecer bem poucas empresas do que conhecer superficialmente muitas. Concentra em setores previsíveis — energia elétrica, saneamento, bancos, papel e celulose, química — onde a demanda pelos produtos não desaparece de uma crise para outra.
De engraxate a R$ 4 bilhões: o que os números revelam
A história de Barsi não é de herança, de sorte ou de um trade perfeito. É uma história de tempo e reinvestimento composto.
Ele começou a investir com R$ 500 por mês — o equivalente a uma parcela modesta do salário de quem tem renda na faixa mediana brasileira. Em dez anos, afirma ter alcançado sua aposentadoria pelos dividendos. Em cinco décadas, construiu um dos maiores patrimônios individuais em ações da história do Brasil.
A matemática por trás disso não é misteriosa. Quando você reinveste dividendos durante décadas em empresas que crescem e aumentam progressivamente seus lucros, os juros compostos fazem o trabalho pesado. Cada dividendo recebido compra mais ações. Cada ação adicional gera mais dividendos futuros. O crescimento não é linear — é exponencial.
Barsi calcula que recebeu mais de R$ 1,65 bilhão em dividendos ao longo de dez anos (estudo hipotético da Nord Research, baseado nas posições conhecidas). Parte desse valor foi reinvestido. Parte sustentou sua vida. E parte está sendo investida novamente.
Quer simular como esse ciclo funcionaria com os seus números? Use nossa Calculadora de Juros Compostos para ver quanto R$ 500, R$ 1.000 ou qualquer outro valor mensal pode virar em 10, 20 ou 30 anos com diferentes taxas de retorno.

Critica à especulação: o que Barsi pensa do day trade e da renda fixa
Barsi nunca escondeu suas críticas à especulação de curto prazo.
“O perfil do brasileiro é de um agiota por excelência”, disse ao Estadão. “A sedução sistemática pela especulação nunca irá conduzí-lo ao sucesso.”
Ele é igualmente crítico de quem prefere renda fixa a ações no longo prazo. Sua lógica: renda fixa paga uma taxa que o governo define. Ações de boas empresas pagam dividendos que crescem conforme a empresa cresce — e ao longo de décadas, esse crescimento tende a superar qualquer título de renda fixa.
“Eu tenho certeza de que as ações proporcionam isso. É uma pena que o brasileiro não esteja imbuído de olhar para o futuro da forma como eu sempre procurei olhar.”
Isso não significa que Barsi ignore riscos. Ele erra — e admite ter cometido erros pontuais de análise ao longo da carreira, como algumas posições que não performaram conforme esperado. Mas a estrutura da carteira — diversificada em 12 a 13 empresas de setores diferentes — garante que nenhum erro individual destrua o todo.
“Independente disso, eu perdi um dedo, mas não perdi a mão, pois eu tinha uma carteira de ações com, no mínimo, 12 empresas.”
O que um investidor comum pode aprender com Barsi
A carteira de Barsi tem R$ 4 bilhões. A maioria das pessoas que lê este artigo não tem. Mas os princípios que construíram esse patrimônio são acessíveis a qualquer pessoa que começar com qualquer valor.
Escolha empresas, não preços. Antes de comprar qualquer ação, estude a empresa. Ela vende algo que continuará sendo consumido em 20 anos? Tem histórico de pagar dividendos? A gestão é competente? Essas perguntas valem mais do que qualquer análise gráfica de curto prazo.
Pense em dividendos, não em cotação. O preço de uma ação oscila todo dia. O dividendo de uma boa empresa cresce todo ano. Se você foca no dividendo, as quedas do mercado se transformam em oportunidades — não em motivos de pânico.
Reinvista. Cada dividendo que você saca é um dividendo que não vai gerar novos dividendos. Barsi construiu boa parte do seu patrimônio reinvestindo proventos em mais ações das mesmas empresas.
Tenha paciência estrutural. Barsi é acionista do Banco do Brasil há mais de 51 anos. Não é uma frase de efeito — é a descrição de uma estratégia que funciona porque a maioria das pessoas não tem disciplina para executá-la.
Compre mais quando cair. A queda da cotação não é sinal de que a empresa piorou — pode ser sinal de que o mercado está pessimista. Se os fundamentos da empresa não mudaram, a queda é uma oportunidade de comprar mais barato.
Quer planejar sua aposentadoria usando uma estratégia parecida com a de Barsi? Nossa Calculadora de Aposentadoria permite simular quanto patrimônio você precisa acumular para gerar a renda mensal que deseja — e quanto precisa investir por mês para chegar lá.
Perguntas frequentes sobre Luiz Barsi e sua carteira
Quais são as principais ações da carteira do Luiz Barsi? Com base em divulgações voluntárias ao longo dos anos, as posições mais conhecidas de Barsi incluem Unipar (UNIP6), Banco do Brasil (BBAS3), Isa Cteep (TRPL4), Cemig (CMIG4), Klabin (KLBN11), Suzano (SUZB3), Taesa (TAEE11), Taurus Armas (TASA4), Auren (AURE3) e Banrisul (BRSR6), entre outras. A Unipar é estimada como a maior posição, representando cerca de 40% do portfólio.
Quanto Luiz Barsi ganha por mês em dividendos? Em 2021, Barsi afirmou receber uma média de R$ 1 milhão por dia em proventos. Estudos hipotéticos realizados com base nas posições conhecidas estimam que ele tenha recebido mais de R$ 1,65 bilhão em dividendos nos últimos dez anos. Os valores variam conforme os resultados e as políticas de distribuição das empresas da carteira.
Qual é a estratégia de investimento de Luiz Barsi? Barsi usa o método AGF (Ações Garantem o Futuro), baseado em comprar ações de empresas com bons fundamentos, alta capacidade de pagamento de dividendos e gestão competente, mantê-las indefinidamente e reinvestir todos os proventos recebidos em mais ações. Ele nunca especula e raramente vende.
Por que Barsi prefere dividendos à valorização das ações? Sua filosofia é que o preço de uma ação oscila, mas os dividendos de uma boa empresa crescem. Como ele mesmo diz: “Patrimônio não te alimenta. O que te alimenta é o dividendo.” O foco em dividendos também evita a tentação de vender nas quedas — o que destruiria o patrimônio composto ao longo do tempo.
Quanto tempo levou Barsi para enriquecer com ações? Barsi afirma ter alcançado sua aposentadoria pelos dividendos em cerca de dez anos de investimento disciplinado com aportes mensais a partir de R$ 500. O patrimônio de R$ 4 bilhões foi construído ao longo de mais de 50 anos de acumulação e reinvestimento contínuos.
Qualquer pessoa pode replicar a estratégia de Barsi? Sim, em termos de método — não necessariamente em escala. Começar com aportes mensais modestos em empresas com histórico sólido de dividendos e reinvestir os proventos é uma estratégia acessível a qualquer investidor com conta em corretora. O resultado final depende do valor dos aportes, do tempo de investimento e da qualidade das empresas escolhidas. Este artigo não constitui recomendação de compra ou venda de ativos específicos.
O que é o projeto AGF de Barsi? AGF significa Ações Garantem o Futuro, um método desenvolvido por Barsi nos anos 1970. A ideia central é que uma carteira de 12 a 13 empresas pagadoras de dividendos, construída ao longo do tempo com reinvestimento constante, pode substituir a previdência oficial e garantir renda vitalícia na aposentadoria. Sua filha Louise Barsi fundou uma empresa com o mesmo nome para difundir o método.
Fontes e referências
- XP Investimentos — Luiz Barsi: saiba como o “Warren Buffett brasileiro” fez fortuna focando em dividendos (atualizado abril de 2026): https://conteudos.xpi.com.br/aprenda-a-investir/relatorios/luiz-barsi-saiba-como-o-warren-buffett-brasileiro-fez-fortuna-focando-em-dividendos/
- Nord Research — Dividendos recebidos por Luiz Barsi ultrapassam R$ 1 bilhão em 10 anos: https://www.nordinvestimentos.com.br/blog/dividendos-luiz-barsi/
- CNN Brasil Money — As lições de investimento do “Rei dos Dividendos” (maio de 2026): https://www.cnnbrasil.com.br/economia/mercado/luiz-barsi-ao-cnn-money-as-licoes-de-investimento-do-rei-dos-dividendos/
- Suno Notícias — Luiz Barsi completa 51 anos como acionista do Banco do Brasil (BBAS3): https://www.suno.com.br/noticias/luiz-barsi-investir-banco-do-brasil-bbas3-unip6-tasa4-cpf/
- Monitor Mercantil — Boas ações que pagam dividendos, segundo Luiz Barsi: https://monitormercantil.com.br/boas-acoes-que-pagam-dividendos-segundo-luiz-barsi/
- Seu Dinheiro — Barsi sobre investimentos em ações (junho de 2026): https://www.seudinheiro.com/2026/economia/barsi-sobre-investimentos-em-acoes-isca/
- IstoÉ Dinheiro — 8 frases de Luiz Barsi para aprender a investir melhor: https://istoedinheiro.com.br/8-frases-de-luiz-barsi-o-rei-dos-dividendos-para-aprender-a-investir-melhor
- Investing Time Daily — Calculadora de Juros Compostos: https://investingtimedaily.com/pt-br/calculadoras/calculadora-de-juros-compostos/
- Investing Time Daily — Calculadora de Aposentadoria: https://investingtimedaily.com/pt-br/calculadoras/calculadora-de-aposentadoria/
- Investing Time Daily — O que é Tesouro Direto e como investir: https://investingtimedaily.com/pt-br/o-que-e-tesouro-direto/
- Investing Time Daily — CDI hoje: o que é, como funciona e quanto rende: https://investingtimedaily.com/pt-br/cdi-hoje-o-que-e-como-funciona/
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